Grupo Espírita CISCOS
Grupo Fabiano de Cristo, 4ª feira 25 de março de 2026
NUNCA VI UM HOMEM BRANCO!
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Sua vontade é uma ordem
Tivemos um longo tempo conversando sobre a mensagem do Mentor, sobre as consequências da realização do que queremos. O que para nós parece pouco, sem importância, sem prejuízo alheio, pode se tornar o nosso tormento futuro.
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Na Mensagem de Abertura, de início, foi avisado que uma imensa nave espacial, pairava sobre as dependências espirituais do CISCOS, para uma tarefa que aconteceria nos confins do inferno, da escuridão das trevas.
Nos alertaram, que nos sentiríamos cansados durante o trabalho, e que depois, recuperaríamos as forças.
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Os atendimentos foram praticamente todos nas profundas. Uma situação praticamente se repetiu.
Os grupos eram retirados das profundezas da escuridão, alguns exerciam atividades extremamente prejudiciais aos encarnados, outros, sofriam, presos, algemados, acorrentados, para produzir energias negativas, a serem usadas contra encarnados. Eram escravos energéticos.
O que era comum a todos, é que estavam cansados de sofrer, ou da vida que levavam. Não é sempre que acontece uma sequência de atendimentos, onde a aceitação de passar a viver num lugar melhor, é mais fácil. Geralmente primeiro contam bravatas para depois começar a pensar sobre o assunto. Desta vez não vieram com bravatas e arrogância.
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Um dos atendimentos é para pensar muito, rever conceitos, e padrões de análise das coisas.
Os espíritos estavam ensacados, empacotados, e enterrados até o peito. Ficava somente a cabeça de fora.
A médium colaborou para a identificação e retiradas desses espíritos. Um, foi trazido primeiro, para esclarecer a situação e descobrir como ajudar.
Era um escravo. Negro, alto, forte. Vestia trapos semelhante a estopa. Não chegava a ser um tecido.
Durante a conversa, contou o quanto todos eram maltratados. Eram muitos numa fazenda enorme. Até que resolveram, se unir e fugir. Após a fuga fundaram um quilombo, para se esconderem. Com o tempo foram encontrados e mortos.
Quando perguntado sobre seus senhores, quem deu a ordem para mata-los, explicou que NUNCA VIU UM HOMEM BRANCO!
Todo o processo da ESCRAVIDÃO, tudo que acontecia com os escravos, era promovido, dirigido, ordenado, por NEGROS. O escravo foi enfático: nunca vi um homem branco!
Viveram fugiram, foram pegos e mortos, apenas entre NEGROS. Aqui no Brasil!
Todos sabem que Rui Barbosa, enquanto Ministro, logo após a Abolição da Escravatura, mandou queimar TODOS OS REGISTROS PÚBLICOS referentes aos escravos no Brasil. Tentou apagar o acontecimento.
É esse o serviço mais Divino que o socorro espiritual, promovido pelas casas espíritas, kardecistas, umbandistas, candomblé, fazem. Socorrer a dor impregnada nas profundezas das terras brasileiras, do chão desta Pátria do Evangelho.
Os trabalhadores do Plano Espiritual, utilizaram um recurso, que normalmente não é comentado nos nossos trabalhos.
Precisavam que o escravo fosse até o local onde os outros espíritos estavam enterrados. Mas isso provocaria muita dor e desespero, com as lembranças afloradas. Precisavam dele, mas não tinham o direito de fazê-lo sofrer.
Anestesiaram-no. Isso mesmo. Anestesiaram a sua dor. Ficaram as lembranças, mas as emoções foram anestesiadas. Tudo se tornou apenas fatos a serem lembrados.
O escravo levou o socorro onde os outros estavam enterrados. Não era no Plano Físico, na matéria da Crosta. Estavam enterrados no Plano Espiritual, e foram enterrados depois que foram levados para aquele lugar!
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A mentora no ENCERRAMENTO, falou de modo figurado.
Ao socorrer cada escravo enterrado, libertá-lo, era como pegar um saco de sementes. Sopramos as sementes. Elas voaram para um terreno fértil. Lá cresceram, ficaram plantas frondosas, e retornam para socorrer outras criaturas que precisam.